
As aparências sempre conseguiram me enganar.São malditas, são levianas, são aparências.
Confesso, óbvio, a minha também já enganou.No colégio eu parecia terrivelmente o tipo C.D.F..Preste atenção no verbo 'parecer', pois eu era um pouco relaxada com minhas lições, ficava de recuperação e só tirava notas vermelhas em física, química e matemática, como odiava (ou melhor, ainda odeio, fiquei traumatizada...). A sorte é que graduação em Letras não possui disciplinas exatas (obrigada MEC e Academia.rs).
Voltando às aparências, acredito que todos nós já enganamos e fomos enganados...
Quando somos incluídos num esteriótipo negativo, o desejo interno é apagar tudo e reviver todas as situações até àquele momento com atitudes novas.Porém, que atire a primeira máscara quem , ao ser referência de 'um rótulo dos bons', de exemplo a ser seguido, sabendo que está bem longe de tais benevolências, não quis deixar o outro te achando o(a) protagonista da novela das oito? Ou até se esforçou para ser um pouquinho daquele engano?
É, o ser humano é imperfeito assim mesmo.
Bons são os animais que não escondem nada e nãos se escondem de nada na sua primeira impressão.E quando o fazem, é para impor sua sobrevivência (vide o camaleão.rs),
incomum ao ser humano que perante a tal situação, é incapaz muitas vezes de abrir mão do ego e prefere o aplauso da platéia ( que é por vezes também enganador...).
Impreterivelmente, numa sociedade que emana espírito competitivo, determinadas circuntâncias exigem uma postura diferenciada.Eu disse bem: postura, não caráter...
Por isso é necessário ter discernimento e senso crítico desenvolvidos para que não haja terríveis e lamentáveis enganos.
E que fique bem claro: eu não acredito em esteriótipos, mas que eles existem, existem!