segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Medos, sempre terríveis.

"Tenho medo de ir para algum lugar da cidade e não ter dinheiro para voltar pra casa, medo de comer algo estragado e ter, sei lá, algo como uma intoxicação alimentar, medo de ser rejeitada por minhas sobrinhas, medo do dia em que minha mãe for embora, medo do dia em que eu for embora.
Tenho medo também de não ter uma casa pra morar, de fazer um corte curto no meu cabelo, de ficar enorme de gorda, de não saber educar meus filhos, de nunca mais poder dançar, de que não me ames mais, de levar um tiro (especialmente na cabeça e na coluna...), de quebrar os dentes, de que pensem que fiz um mal que eu não fiz, de que o lixo tome conta do planeta, de levar um sôco, de que cogites a possibilidade de ir embora da minha vida, de ver espíritos (que tôla...), de ficar no frio e sentir o sangue congelar.De morrer afogada, de ficar presa sozinha num elevador quebrado, de ver a humanidade brigando por água, de que não olhes mais pra mim, de parecer burra, de escorregar e bater a cabeça, de ver uma guerra aqui no Brasil e não ser capaz de fazer algo para cessá-la...
Por mais que eu disfarce, tente colocar de lado ou ainda finja ter plena sapiência para entender esse sentimento, não suportaria a idéia de não possuir-te mais, de não fazer mais parte da tua vida, já que a minha está ligada à tua eternamente.
Sem dúvidas, muitas coisas ruins podem me acontecer, mas que venham todas elas, pois posso enfrentá-las de peito aberto tendo teu sorriso, tuas palavras, teus abraços, tua energia ali ao meu lado!"

*Pois com amor no coração tudo fica mais colorido e mais simples de ser vivido!

2 comentários:

Carla P.S. disse...

O principal medo ela ainda não combateu..
E sem combater esse sentimento insensato,não há pessoa que viva em paz!
Um café, feito na coragem da madrugada!

Jullyane disse...

Os medos existem para que tenhamos prudência. É o outro lado balança.

Adorei!

Beijos!